DOENÇAS E TRATAMENTOS

Doença Diverticular dos Cólons (Diverticulose)

O cólon (intestino grosso) pode apresentar pequenos “sacos” que são projeções da mucosa/submucosa do cólon e que podem inflamar, infectar, sangrar e até furar. Existem pacientes que nunca vão ter sintomas ou nem saberão que têm divertículos, outros acabam tendo problemas.

O exame físico dos pacientes com doença diverticular é pouco revelador, exceto nas circunstâncias em que o cólon sigmóide é espessado, rígido e palpado na fossa ilíaca esquerda, o que faz com que o paciente queixe-se de dor.

O exame proctológico, com endoscopia limitada ao reto, não traz qualquer subsídio para o diagnóstico, o que não ocorre com a sigmoidoscopia com aparelho flexível.

Observando dados de pessoas submetidas ao exame de colonoscopia por sintomas como: dor abdominal, sangramento intestinal, diarréia e hemorragia profusa, foi possível diagnosticar doença diverticular em 18% delas. Foram encontrados pólipos em 20,5%; 4.5% de neoplasias malignas e mais de 50% tinham doença diverticular.

Dieta com alto teor de fibras vegetais produz fezes volumosas e úmidas que, de certa forma, ajudam no combate ao surgimento dos sintomas. Medicamentos antiespasmódicos simples podem ser usados no combate a dor, porém, quando a dor está associada a alguma complicação, o tratamento é outro.

O tratamento cirúrgico se relaciona exclusivamente às complicações da doença, porém, com o propósito de reduzir os riscos posteriores de prováveis complicações mais graves, há indicação de cirurgia a todos os pacientes que sofrerem dois “ataques” de diverticulite não complicada.

Considera-se a cirurgia, somente na eventualidade em que houver ataques repetidos de diverticulite, principalmente nas pessoas idosas e imunodeprimidas, em que as complicações representariam um risco maior. Fora dessas condições, seriam candidatos para tratamento cirúrgico apenas as pessoas cujos sintomas crônicos não são aliviados pelo tratamento clínico.

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