DOENÇAS E TRATAMENTOS

Reconstrução de Trânsito Intestinal e Acompanhamento do Paciente em uso de “Estomia”

Pessoas que sofrem acidentes, seja com automóveis, com armas brancas (faca, vidro etc.), arma de fogo, queimadura ou quedas, são muitas vezes submetidas a cirurgia de urgência ou emergência. Devido a gravidade do momento, essas cirurgias são feitas de maneira rápida e menos complexas, deixando ‘sequelas” e alterações que devem ser corrigidas em um segundo tempo.

Após esse período crítico emergencial, é hora de pensar na qualidade de vida do paciente, “completando” e “finalizando” as cirurgias feitas em urgência.

Doenças complexas e graves que resultam de cirurgias “parciais” podem acontecer em qualquer órgão do abdome, sendo os mais comuns o intestino e cólon.

Nesses procedimentos de urgência são feitas “estomias”, que são comunicações diretas de qualquer víscera oca com a superfície do corpo. 

O Paciente usa uma bolsa que coleta as fezes coletar e troca de tempos em tempos, assim que fica cheia. 

A colostomia pode ser temporária, quando há necessidade de desviar o trânsito intestinal para auxiliar na cicatrização de outra parte do intestino ou permanente, em casos em que há tumor complexo ou mesmo o paciente não se beneficia da reconstrução e “reversão” do procedimento.

Independente da causa, cada paciente deve ser avaliado e ter sua colostomia estudada para uma programação de reconstrução, pois a maioria dos pacientes se beneficia dessa cirurgia, tanto metabolicamente quanto socialmente.

Estomias podem salvar vidas em determinados momentos, mas nem sempre são as alternativas mais “saudáveis” a longo prazo, além disso carregam um estigma estético que prejudica, em parte, a vida social de quem faz uso. Dessa forma, assim que possível, a reconstrução do trânsito intestinal é necessária, pois devolve a funcionalidade por completa do trato gastrointestinal, além de promover a autoestima em muitos pacientes.

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