DOENÇAS E TRATAMENTOS

Complicações do Paciente com Anemia Falciforme

O paciente portador de anemia pode ter algumas complicações que necessitem tratamento especial. As células sanguíneas por ter sua forma alterada, além de serem mais “destruídas” pelo organismo, resultando restos que interferem na formação da bile, podem precipitar (aglutinar) obstruindo vasos sanguíneos e causando complicações.
Colelitiase

Dessa maneira, paciente com anemia falciforme estão sujeitos a formação de mais pedras na vesícula (colelitíase), aumentando as chances de dores abdominais, náusea, vômito, desconforto e até complicações mais graves como colecistite aguda.

A formação de cálculos na vesícula pode aumentar as chances de deslocamento dessa pedra, causando obstrução do ducto colédoco (canal que leva bile do fígado ao intestino), promovendo dor abdominal, náusea, vômito, icterícia (cor amarela da pele e olhos), colúria (urina cor de “Coca-Cola”) e acolia fecal (fezes claras).

Em ambas as complicações a cirurgia é necessária para remoção da vesícula e prevenção de episódios agudos mais graves. No caso da coledocolitíase (obstrução do canal da bile), além da cirurgia de retirada da vesícula pode ser necessário outros exames antes, durante ou após a cirurgia.

O Procedimento cirúrgico pode ser realizadas por via convencional (aberta) ou videolaparoscopia, mais indicada para a maioria dos pacientes e tipos de doenças.

Esplenomegalia

Pacientes com quadro de anemia falciforme podem sofrer “sequestro esplênico”. É uma complicação aguda grave responsável por grande morbidade e mortalidade em pacientes com doença falciforme. Manifesta-se clinicamente com dor, mal estar e muitas vezes em pressão baixa.

A recorrência é frequente, acometendo aproximadamente 50% dos sobreviventes do primeiro episódio. O tratamento da crise de sequestro deve ser imediato com soro fisiológico e transfusão sanguínea. Devido à sua frequência de recorrência estes pacientes devem receber tratamento preventivo a curto, médio ou longo prazo.

Recomenda-se que pacientes menores de 2 anos que apresentarem crise severa sejam mantidos em esquema de transfusão crônica até 2 anos, quando serão submetidos a cirurgia. Os maiores de 2 anos deverão ser encaminhados para cirurgia de imediato.

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